segunda-feira, 21 de janeiro de 2013




WILLYS RURAL -  JORNAL DO BRASIL
 
Fundado em 1891 por Rodolfo Epifânio de Sousa Dantas,o periódico inovou por sua estrutura empresarial,parque gráfico,pela distribuição em carroças e a participação de correspondentes estrangeiros,como Eça de Queirós.
O seu primeiro número veio a público em abril. De orientação conservadora, defendia a monarquia recém derrubada, até que Rui Barbosa (1849-1923) assumiu a função de redator chefe (1893).
Nesta fase inicial,o Barão do Rio Branco (1845 -1912) colaborou em suas páginas,com as célebres colunas Efemérides e Cartas de França.

Após décadas de reconhecimento,por ser considerado um dos melhores jornais do Brasil,em 2001 a família Nascimento Brito arrendou o título do jornal para o empresário Nelson Tanure por 60 anos,renováveis por mais 30. 
A intenção do empresário,conhecido por comprar empresas pré falimentares e saneá-las para depois revendê-las,era recuperar o prestígio do jornal.Naquele ano,as vendas do jornal eram de 70 mil em média durante a semana e 105 mil aos domingos.
Recuperou-se a partir de 2003, atingindo 100 mil exemplares em 2007, quando então as vendas novamente começaram a cair,chegando a 20.941 em março de 2010.
Em julho de 2010,foi anunciado o fim da edição impressa do jornal,que a partir de 1 de setembro do mesmo ano,existiria somente em versão online,com alguns conteúdos restritos a assinantes; o JB Premium. O JB autodenominou-se " O Primeiro jornal 100% digital do País!"

A Rural Willys ,foi produzido pela Willys Overland nas décadas de 1950, 60 e 70 no Brasil. Na década de 1970, passou a ser produzida pela Ford do Brasil, que comprou a fábrica da Willys em 1967, mantendo inalterados o nome Rural e praticamente todas as características do veículo.

Foi lançado nos Estados Unidos em 1946 com o nome de Jeep Station Wagon, tendo sido o primeiro veículo do tipo com a carroceria toda em metal,em contrapartida às carrocerias de madeira,então comuns.
Com pequenas diferenças,foi produzido também em outros países como o Japão, onde foi fabricado pela Mitsubishi,com o nome J37 e a Argentina,onde foi fabricado pela Kaiser e é conhecido como Estanciera.
O modelo brasileiro foi redesenhado em 1958 utilizando como inspiração a arquitetura moderna de Brasília,em construção na época. Este desenho acompanhou a Rural até o encerramento de sua produção em 1977.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


CHEVROLET MONZA 1990. CLÁUDIA RAIA

O Chevrolet Monza foi fabricado pela GM (General Motors do Brasil) entre os anos 1982 e 1996. Era derivado do Opel Ascona alemão.
Eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1983, 1987 e 1988.
Em 1991 recebeu uma reestilização externa,e ao mesmo tempo se iniciava a era da injeção eletrônica digital com o sistema multec.


Maria Cláudia Motta Raia (Campinas, 23 de dezembro de 1966),fez o primeiro trabalho profissional aos 10 anos de idade, como manequim do costureiro Clodovil Hernandes.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012



DAIMLER BENZ A1903. RUY BARBOSA
 
Em 29 de setembro de 1956,no encerramento das festas de inauguração da fábrica Mercedes-Benz,em São Bernardo do Campo,realizou-se um desfile de caminhões nacionais,dirigidos pelo presidente da República ( Juscelino Kubitschek ),governador do Estado ( Vladimir de Toledo Piza ) e ministro da Viação (Lucas Lopes ).
 
O cortejo foi aberto pelo pelo Daimler Benz,de oito cilindros,capaz de desenvolver aproximadamente 80 km/h,fabricado na Alemanha em 1903.
Conta-se que o carro teria sido fabricado para o Kaiser Guilherme II,e que na época foi presenteado a Ruy Barbosa.
Na verdade,o industrial Joaquim de Lamare,era grande admirador de automóveis,e adquiriu o carro através da firma Steinberg & Meyer ( representantes da fábrica Benz no Brasil ). Por problemas financeiros,ele o vendeu a Joaquim Pereira Teixeira,(deputado federal pela Bahia ),que o ofereceu ao casal amigo Ruy Barbosa.
Ruy devolveu o carro duas ou três vezes,até que Joaquim o ofereceu em definitivo a Maria Augusta ( esposa de Ruy Barbosa ).
Sua placa era 833 e foi um dos primeiros automóveis de alto luxo a percorrer as ruas do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012



CONCESSIONÁRIA CHRYSLER JANDA.
 
Em seu esforço para reerguer seu carro médio no mercado,a Chrysler recorreu até mesmo à mudança da denominação 1800.
Em 1976 era adotado o nome Polara, que em mercados estrangeiros ( Argentina inclusive ) identificava um grande Dodge ( do porte de nosso Dart ). A publicidade o apresentava como "o carro que respeitou a opinião pública", assinalando possíveis sugestões de compradores por menor consumo,motor mais "envenenado", interior mais luxuoso e traseira mais baixa.
A potência passava para 93 cv brutos, e o torque máximo, para 15,5 m.kgf.
A aparência, contudo, era a mesma do 1800. Isso só mudaria em 1978, com a chegada dos faróis retangulares,luzes de direção nos extremos dos pára-lamas (como no modelo escocês de 1976) e outras lanternas traseiras.
A grade ostentava o emblema de um leão estilizado, argumento utilizado pela publicidade da marca como um Dodge mais agressivo.
O Polara GL oferecia opção de bancos reclináveis com ajuste contínuo do encosto, há muito reivindicado pelos compradores. Também opcionais eram os pneus radiais, e o carburador era recalibrado para pequena redução de consumo.
 
Um ano depois o Polara era o primeiro do segmento a oferecer câmbio automático, até então restrito a carros grandes como Opala,Galaxie/Landau e os próprios Dodges de motor V8. E não deixava por menos: oferecia quatro marchas,uma inovação que só teria seguidor uma década depois,no Diplomata SE da GM.
Só que ao contrário da tendência atual de adotar uma quarta longa,como sobremarcha, a Chrysler almejava apenas reduzir o intervalo entre as relações: a última era a mesma do câmbio manual, diferencial inclusive
No mesmo ano a Volkswagen adquiria o controle acionário da Chrysler do Brasil, levando a dúvidas sobre a continuidade de sua linha. Para tranquilizar os compradores e evitar o encalhe dos carros, e dos caminhões Dodge, a marca alemã publicava anúncios, com a questão "O que vai acontecer com esses carros e caminhões?" ou a afirmação " A Volkswagen apostou nestes carros e caminhões ". Procurava convencer de que a marca Dodge estava mais forte do que nunca.
 
Com efeito,o "Dodginho" ainda ganharia um reforço: a versão GLS, em 1980, com bancos dianteiros com encosto de cabeça integrado (também disponível no GL) e painel de instrumentos completo (seis mostradores, incluindo manômetro de óleo e voltímetro), da marca Veglia.
Os pára-choques ganhavam ponteiras de plástico e o pára-brisa agora era laminado como opcional.
Em 1981, pouco antes da extinção da marca, o Polara saía de produção, com um modesto total de 92.665 unidades produzidas.