segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013



BIRD CLEMENTE, LUIZINHO PEREIRA e MECÂNICOS EQUIPE WILLYS 1967

Bird Clemente (São Paulo, 23 de dezembro de 1937) é ex-automobilista brasileiro. Disputou categorias nacionais entre as décadas de 1950 e 1970.
Bird começou a pilotar aos 21 anos, em 1958. Cinco anos depois conseguiu o primeiro contrato para dirigir para a equipe oficial Willys, tornando-se o primeiro piloto profissional do Brasil.
Entre suas conquistas estão vitórias, ao lado do irmão Nilson Clemente, nos 500 Km de Interlagos e nas Mil Milhas Brasileiras ambas em 1973.
Em 2008 lançou o livro "Entre Ases e Reis de Interlagos" com histórias e imagens do automobilismo brasileiro. 

Luiz Pereira Bueno (São Paulo, 16 de janeiro de 1937 - Atibaia, 8 de fevereiro de 2011) foi piloto brasileiro, também da formula 1.
Luiz começou sua carreira em 1958 e brilhou em provas de turismo no Brasil, com conquistas como as Mil Milhas de 1967.
Teve seu ápice nos anos 1970, quando fundou e integrou a equipe Hollywood, que fez sucesso no país.
Em 1972, pilotou um carro de F-1 pela primeira vez, ainda que alugado, pela equipe March no Brasil, em prova que não valeu para o campeonato. Na temporada seguinte, voltou a correr em casa, desta vez pela Surtees.
Luiz Pereira Bueno morreu na manhã do dia 8 de Fevereiro de 2011, em Atibaia,“Luizinho” ou “Peroba”, como era chamado, tinha 74 anos. 

A Willys Overland do Brasil foi a subsidiária da Willys no Brasil, fundada em 26 de agosto de 1952, em São Bernardo do Campo, São Paulo.
Em 1954 suas linhas de montagem começaram a pôr nas ruas o Jeep Willys, ainda montados com as peças americanas e comercializados com o nome de jipe Universal.
Apesar de a filial ter recebido as ferramentas para montagem do modelo Aero quando a matriz norte-americana encerrou a produção de veículos de passeio, o primeiro carro urbano da Willys brasileira foi o pequeno Dauphine, em 1959, produzido sob licença da Renault. O econômico veículo foi um dos maiores rivais do Volkswagen Fusca no mercado brasileiro dos anos 60, em suas várias versões que surgiram nos anos seguintes, e também foi a base de uma série de vitórias da Equipe Willys de competições no automobilismo brasileiro, com pilotos como Christian Heinz, Emerson Fittipaldi , Luiz p. Bueno e Bird...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013



EM ALGUMA ENCHENTE DO PASSADO... ROMI ISETTA

Em 9 de abril de 1953 a empresa italiana Iso Automotoveicoli, fabricante de motocicletas e triciclos comerciais, apresentou no salão de Turim um projeto iniciado em 1952 denominado Isetta, que consistia em um automóvel de baixo custo, voltado para a realidade da economia do pós-guerra italiano. Projetado pelo engenheiro aeronáutico Ermenegildo Preti e seu colaborador Pierluigi Raggi.Possuía características peculiares, como porta frontal para facilitar o acesso ao interior do veículo, pequenas dimensões, boa dirigibilidade e performance suficiente para a época. 

No brasil ,fabricar automóveis era uma prioridade do presidente Juscelino Kubitschek.
Prometendo realizar " 50 anos em 5 ", JK assinou em 16 de maio de 1956 o decreto nº 39.412, que criava o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA), comandado pelo ministro de Viação e Obras Públicas, o almirante Lúcio Meira; um lutador pelos veículos nacionais. Coube ao GEIA estabelecer as regras para implementação da indústria automobilística brasileira. 

Em 1955, a Iso concedeu os direitos de produção do Isetta para a empresa brasileira Indústrias Romi S.A., fabricante de máquinas industriais e agrícolas fundada em 1930 pelo comendador Américo Emílio Romi e seu enteado Carlos Chiti, com sede em Santa Bárbara d'Oeste (SP ).
Ainda em 1955, foi publicada a notícia no jornal Diário de São Paulo em 28 de agosto de 1955, informando que as indústrias Romi produziriam o Romi-Isetta no país. Lançado em 5 de setembro de 1956, o Romi-Isetta se consistiu no primeiro automóvel de passeio de fato fabricado em território brasileiro. 

O Isetta era bastante ágil nas manobras urbanas e completava um giro em um diâmetro de apenas oito metros.
A porta única era praticamente toda a frente do veículo, englobando o pára-brisa, seu limpador também único, o painel e o volante que articulado por uma junta universal, deslocava-se para fora junto da porta. Pequenos faróis redondos a ladeavam, enquanto as janelas laterais corriam e o teto de tecido podia ser recolhido para ventilar o compacto interior. O motor era lateral-traseiro,com saídas de ar redondas na lateral e as rodas mediam apenas 10 pol. de aro. 

A estratégia de publicidade adotada pelo fabricante visava expor o modelo a diferentes públicos: de segundo carro para a família ao estudante universitário. Algumas peças publicitárias foram criadas visando o público feminino, como por exemplo o anúncio que exibia uma mulher saindo de uma gaiola para entrar em um Romi-Isetta, com os dizeres "agora sou livre". 

Em 1959 morria Américo Emílio Romi, seu grande defensor dentro da empresa, e dois anos depois o Isetta era descontinuado.
Ao todo, no período de 1956 até 1961, foram fabricadas cerca de três mil unidades no Brasil.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


PRESIDENTE WASHINGTON LUÍS. CONCESSIONÁRIA CALTABIANO. 1928

Washington Luís Pereira de Sousa (Macaé, 26 de outubro de 1869 — São Paulo, 4 de agosto de 1957) foi advogado, historiador e décimo terceiro presidente do Brasil ( último presidente da República Velha). 


Foi deposto em 24 de outubro de 1930, vinte e um dias antes do término do seu mandato como presidente da república, por um golpe militar, que passou o poder, em 3 de novembro, às forças político-militares comandadas por Getúlio Vargas, na denominada Revolução de 1930. Foi o criador do primeiro serviço de Inteligência do Brasil em 1928. 


Apelido que o definia era`` Paulista de Macaé´´, pois, embora nascido no estado do Rio de Janeiro, sua biografia política foi toda construída no estado de São Paulo. Foi chamado também de O estradeiro, e, durante a Revolução de 1930, de Doutor Barbado pelos seus opositores. 

Fundada em 1902 como Cadillac Automobile Company, foi comprada pela General Motors e trinta anos depois já havia se tornado símbolo do alto padrão de luxo.
Cadillac tornou-se pioneira em diversas tecnologias automotivas como os carros totalmente fechados, e a partida automática em substituição as antigas e desconfortáveis manivelas.
Durante a Primeira Guerra Mundial, os motores aeronáuticos tiveram um grande desenvolvimento técnico, dedicando a eles 100% de sua capacidade produtiva.
No ano de 1924 a empresa oferecia uma grande quantidade de cores e pinturas cromadas, enquanto as outras montadoras somente ofereciam a cor preta.
Nesta década a montadora inova mais uma vez ao se tornar a primeira empresa do setor a utilizar um designer, Harley Earl, no lugar de um engenheiro para projetar a carroceria de seus carros em 1927. 


No ano seguinte, a GM também incorporou duas grandes empresas que produziam carrocerias exclusivas para CADILLAC, a Fisher e a Fleetwood, o que contribuiu bastante para o aprimoramento da linha de automóveis da marca. Na verdade os métodos de precisão criados por Leland, associados ao pioneirismo no uso de tecnologias de ponta criou uma imagem de qualidade e confiabilidade em torno da marca.
Um outro fator que muito contribuiu para aumentar o prestígio da marca foi o fato dela ter se tornado a preferida pela emergente classe artística de Hollywood dos anos 20 em diante. A imagem de artistas dessa época como Clara Bow, Willian Boyd, Joan Crowford, Dolores Del Rio e Marlene Dietrich, chegando em automóveis CADILLAC nas “Avant Premiére” de seus filmes acabaram emprestando a marca muito do “Glamour” da Hollywood desses anos.
Outras classes que também adotaram os modelos da marca foram os chefes de estado, membros da nobreza, magnatas, artistas de outras áreas e intelectuais renomados.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


VOLKSWAGEN VW TL

A linha Volkswagen 1600/ TL / Variant, foi juntamente com o Fusca e a Kombi, a base da presença da Volkswagen no mercado brasileiro até 1974.
Todos eram equipados com motores traseiros refrigerados a ar e mesma plataforma mecânica do Fusca.

A VW, lançou o TL dois volumes e meio (fastback), em 1970, com o motor horizontal da Variant.
No ano seguinte seria eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1971.
Apesar do apelido "cabeça de bagre", o novo desenho encontrou grande aceitação.
A VW também lançou uma versão de 4 portas do TL, para atrair os motoristas de táxi (que utilizaram muito o VW 1600 quatro portas).
Apesar do sucesso no mercado brasileiro e da ausência de competidores (a Volks dominava cerca de 70% do mercado brasileiro), a idade do projeto começava a pesar (o similar europeu era de 1961), a Volks, decidiu introduzir a linha Passat já em 1974, ocupando o mesmo nicho de mercado do TL.
Esta concorrência interna, somado ao lançamento do VW Brasília, decretou o fim da linha TL em 1975, podendo-se encontrar algumas unidades residuais do ano de 1976.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013


SEQUESTRO EMBAIXADOR AMERICANO CHARLES ELBRICK  ( DCG - ALN - MR 8 ).

Um dos episódios mais tensos da história do Brasil foi o sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, em 1969, no Rio de Janeiro. 
No dia 04 de setembro de 1969, as 14:40 hs,o Fusca azul guiado por Cid ( no banco de trás do fusca estava Franklin Martins ), bloqueou a rua Marques, no bairro de Botafogo, no momento em que passava o Cadillac preto em que estava Elbrick.
Enquanto o Fusca azul bloqueava a passagem, um Fusca vermelho com João e Vera a bordo, parou atrás do Cadillac.
Foi quando outros quatro guerrilheiros que estavam na calçada (Paulo, Manoel, Cláudio e Virgílio ), invadiram o carro do embaixador,armados cada um com uma Tauros calibre 38.
Toda a operação foi vigiada de perto por José Moura.
Eles renderam o embaixador e seu motorista, tomaram o Cadillac e o estacionaram em uma rua pouco movimentada. O motorista foi deixado no veículo com um bilhete em que estavam descritas as exigências para o resgate. 


Enquanto os guerrilheiros levavam o embaixador para uma Kombi verde, ele tentou fugir, mas foi impedido com uma coronhada na cabeça. Eles seguiram direto para o cativeiro, um sobrado de cinco dormitórios na rua Barão de Petrópolis, zona norte do Rio, onde o esperavam Joaquim Câmara e Fernando Gabeira.
O grupo completo era formado por 12 integrantes. A ação foi comandada pela Dissidência Comunista da Guanabara, que contava com oito guerrilheiros, e convidaram a ALN (Ação Libertadora Nacional), que enviou quatro pessoas de São Paulo.
Eles acreditavam que a ação conjunta estimularia a unificação da esquerda. 


O manifesto deixado no carro foi assinado pela ALN e pelo MR-8. Foi assim que a Dissidência passou a se intitular a partir de então.
A intenção do grupo era provocar os militares, que haviam acabado com um outro grupo guerrilheiro de mesmo nome meses antes.
O manifesto exigia a libertação de quinze presos políticos em troca da vida de Charles Elbrick, e a sua publicação na imprensa.
O objetivo era salvar os presos políticos, mas a ação representava muito mais. Tinha um impacto político internacional e era um golpe na propaganda dos militares que falava sobre um Brasil potência. 


Elbrick ficou no cativeiro de quinta feira até domingo, quando foi deixado às 18h30 no Largo da Segunda feira, zona norte da cidade. Ele voltou para casa de táxi. Depois do seqüestro, retomou os trabalhos na embaixada, mas no ano seguinte voltou para os Estados Unidos, onde morreu em 1983 aos 75 anos.
A ação dos guerrilheiros surpreendeu o regime militar e todo o Brasil.
Deixou o governo brasileiro em uma situação diplomática delicada com os Estados Unidos. Para que o sequestro fosse solucionado, o governo militar foi obrigado a ceder a todas as exigências dos sequestradores, evitando assim, que algo sucedesse ao embaixador, pondo em risco a sua vida.


Entre os presos extraditados estavam Vladimir Palmeira e José Dirceu, que tinham sido capturados em outubro do ano anterior durante um congresso clandestino da UNE (União Nacional dos Estudantes) em Ibiúna, interior de São Paulo.
Uma grande operação ofensiva foi montada, envolvendo mais cinco mil homens das três forças armadas, quatro mil policiais civis e militares, quinhentos agentes dos serviços de informações e trezentas viaturas.
Dos 12 envolvidos, oito foram presos.
Os únicos que ficaram livres foram Franklin Martins,que se exilou em Cuba e voltou ao Brasil em 1973, José Sebastião, João Lopes e Sérgio.
Do grupo, quatro morreram;Dois dos envolvidos foram assassinados logo depois do sequestro do embaixador.
José Sebastião foi baleado perto de casa,em Salvador, e não resistiu. Vera morreu vítima de câncer.
Joaquim foi preso no dia 24 de outubro de 1970 e morreu no mesmo dia durante sessão de tortura. Já Virgílio, o comandante da operação, chegou à cadeia no dia 29 de setembro de 1969 e, também torturado, acabou morto no dia seguinte.
Estas ações revolucionarias também foram conhecidas como "Vôos da Liberdade". 


Cadillac foi fundada em 1902 por Henry Leland ,mestre mecânico e empresário, que homenagiou seu pai, Antoine de la Mothe Cadillac, com o nome da empresa.
O Brasão da empresa é baseado no clube de armas, que Antoine Cadillac. havia criado na época de seu casamento em Quebec em 1687. 


A General Motors comprou a empresa em 1909 e lançou a base para a moderna produção em massa de automóveis, e estabelecendo-se como o principal automóvel de luxo americano.
Cadillac é o primeiro carro americano a vencer o prestigiado Troféu Dewar do Royal Automobile Club da Inglaterra,