segunda-feira, 1 de abril de 2013


SALÃO DO AUTOMÓVEL 1973 ( RAID DA INTEGRAÇÃO NACIONAL - FORD )  

Em Novembro de 1973, o Brasil ainda estava desenvolvendo sua malha viária,cercado de florestas e caminhos tortuosos pelo interior do Norte e Nordeste.
Numa ação de marketing ousada,que aproveitava o nacionalismo estimulado de forma exacerbada naquela época,a Ford promoveu o 1º Raid da Integração Nacional.
Seria um feito de proporções épicas,uma verdadeira expedição à todas as capitais de estado do país,onde três carros da linha Ford seriam os “integradores”.Um Corcel, uma Belina e um Maverick.  


Durante a viagem,a caravana visitava a capital de cada estado,e entregava ao seus representantes uma carta escrita pela diretoria da Ford,com os seguintes dizeres: “...Senhor Governador,seu país está sendo integrado...”
Cada representante de estado respondia com outra carta,que seria levada pelos pilotos do Raid até as mãos do Presidente do Brasil,na Capital Federal.   


Os carros percorreram 16.755 quilômetros em apenas 24 dias,e chegaram à Brasília no dia 31 de Outubro,levando as cartas dos governadores e fechando o circuito do Raid que passou por todas as capitais de estado do Brasil.
Quem pilotava o Maverick Super Luxo da expedição era ninguém menos que Luiz Antônio Greco,um dos maiores chefes de equipe do automobilismo brasileiro,tendo gerenciado os melhores pilotos e os melhores carros de competição até então,como a imbatível Equipe Willys.
Greco seria o chefe da Mercantil Finasa Ford,equipe oficial da fábrica em competições, com seus belos Mavericks correndo nas divisões 1 e 3 do campeonato brasileiro,à partir de 1973.

Foto - Paulo Cesar Padanho - Guia Dos Antigos

sábado, 30 de março de 2013



EM ALGUM FERIADO DO PASSADO...


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quarta-feira, 27 de março de 2013



EM ALGUM LUGAR DO PASSADO...  GORDINI e JEEP WILLYS. 

Valente,com tração em duas ou quatro rodas e câmbio de três marchas com redução, logo o jipe se mostrou adequado às estradas e fazendas brasileiras. A versão Rural Willys surgiu em 1956. Em 1957 as partes do veículo passaram a ser fabricadas no Brasil e em 1959 o motor também passou a ser brasileiro --- um seis cilindros de 2.638cc e 90cv de potência que viria a ser adotado na maioria dos veículos da montadora.  

Apesar de a filial ter recebido as ferramentas para montagem do modelo Aero quando a matriz norte-americana encerrou a produção de veículos de passeio, o primeiro carro urbano da Willys brasileira foi o pequeno Dauphine, em 1959, produzido sob licença da Renault. O econômico veículo foi um dos maiores rivais do Volkswagen Fusca no mercado brasileiro dos anos 60, em suas várias versões que surgiram nos anos seguintes, e também foi a base de uma série de vitórias da Equipe Willys de competições no automobilismo brasileiro, com pilotos como Christian Heinz, Emerson Fittipaldi e Luiz Bueno.  

Em 1960 foi finalmente lançado o Aero-Willys, ainda com a carroceria arredondada do modelo norte-americano, que rendeu a esta primeira versão o apelido de "Aero-Bola". Em termos de mecânica, o Aero era simplesmente o Jeep com carroceria urbana. Pesava 1.440kg e atingia 120km/h de velocidade máxima, com aceleração de 0 a 100km/h em 17,8 segundos. O consumo de combustível era da ordem de 7km/litro. 
Em 1961, a Willys lançou mais um veículo produzido sob licença da Renault, o Interlagos, cópia do Renault Alpine, e primeiro veículo esportivo de série do Brasil, com carroceria em fibra de vidro em três versões de estilo (cupê, berlineta e conversível) e mecânica baseada no Dauphine, mas com várias opções de carburação e potência. 

Em 1962 foi feita uma completa reestilização da carroceria do Aero, liderada pelo projetista americano Brooks Stevens, e foi lançado em dezembro o modelo Aero 2600, com linhas retas, modernas para a época, e algumas alterações no motor que aumentaram a potência para 110cv. Esse novo Aero deu origem a uma versão de luxo em 1966 que era vendida como um veículo diferente, o Itamaraty.   

A Willys entrou em crise financeira, e em 1967 a Ford assumiu o controle acionário da empresa. O Projeto M, já bastante avançado, foi concluído e deu origem ao Ford Corcel ,os primeiros exemplares ainda saíram de fábrica com vidros timbrados com a marca da Willys. Os carros das linhas Jeep e Aero continuaram a ser produzidos, sob a marca Ford-Willys até 1970, e posteriormente, por mais alguns anos, apenas com a marca Ford. A linha Jeep ainda continuou sendo produzida até 1983.

segunda-feira, 25 de março de 2013



CHEVROLET CIMPALA - CARROCERIAS SUL LTDA  

O Chevrolet " Cimpala ", foi um projeto artesanal, com linhas e desenho do modelo Pick Up,que serviu de base para o projeto,ganhando alguns novos elementos que a deixaram, mais próxima dos padrões de carros de passeio de meados da década de 60,como o detalhe fixado à lateral pintado na mesma cor do teto da gabine,as rodas cobertas por grandes calotas e pneus de banda branca. 
Boa parte de todo este trabalho foi feito manualmente em uma época que não existiam todos os recursos que existem nos dias de hoje.
O nome " CIMPALA " vem da combinação de "C",pois o veículo trata-se de um utilitário Chevrolet da linha " C ",com o conjunto óptico traseiro do Chevrolet Impala. 

Foto - ShowRoom Imagens Passado

sexta-feira, 22 de março de 2013



FORD LANDAU PRESIDENCIAL 1974 -  PRESIDENTE ERNESTO GEISEL  

A Ford deu novo significado à palavra "luxo" aplicada a carros nacionais com a apresentação do Galaxie 500, no final de 1966. E avançou ao lançar o modelo LTD, que passou a integrar a linha 1969.
Ainda mais bem acabado, o LTD ganhou motor de 4800 cm3, que viria a se tornar padrão para toda a linha (o original do Galaxie tinha 4500 cm3). Trazia direção hidráulica de série, ar condicionado e uma novidade inédita entre os nacionais: câmbio automático. 

O mais nobre dos nossos Ford ainda estava para nascer, o que ocorreu dois anos depois, com a chegada do LTD Landau. Apesar de ter a carroceria comum a todos os Galaxie, ele era inconfundível. Na coluna traseira, sobre o vinil do teto destacava-se o ornamento em forma de dobradiça, lembrando as que eram usadas na capota das carruagens "conversíveis", os chamados landaus. No entanto, o detalhe mais marcante do carro era a pequena vigia traseira, que dava um toque exclusivo ao carro e maior privacidade a quem viajava atrás.  

Ernesto Beckmann Geisel (Bento Gonçalves, 3 de agosto de 1907 — Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1996), foi o 29º Presidente do Brasil de 1974 a 1979. Assumiu a Presidência do Brasil em 15 de março de 1974. 
Seu governo foi marcado pelo início da abertura política e amenização do rigor do regime militar brasileiro, onde encontrou fortes oposições de políticos chamados de linha dura. Durante sua incumbência, ficaram marcados os acontecimentos: divisão de Mato Grosso e criação do Mato Grosso do Sul, reatamento de relações diplomáticas com a República Popular da China, reconhecimento da independência de Angola, realização de acordos nucleares com a Alemanha, início do processo de redemocratização do país, extinção do AI-5.
Em sua vida pós presidência, Geisel manteve influência sobre o Exército ao longo da década de 1980 e, nas eleições presidenciais de 1985,apoiou o candidato oposicionista vitorioso Tancredo Neves, o que caracterizou a diminuição das resistências a Tancredo no meio militar.
Em 12 de setembro de 1996,aos 88 anos,veio a falecer,vítima de um câncer generalizado.