quarta-feira, 26 de junho de 2013


REDE ZACHARIAS DE PNEUS. RUA BARÃO DE LIMEIRA 477   

Rede Zacharias teve início como Casa Zacharias,fundada em 1934.
Foi pioneira no Brasil a oferecer troca de pneus em ambiente fechado, modelo de atendimento seguido posteriormente, pelos seus principais concorrentes.

Quando Adhmar Zacharias, filho do imigrante libanês, Assad Zacharias, que fundou a empresa morreu em 2000,e um ano antes os dois filhos do empresário haviam falecidos em um acidente,nessa situação, Anna Maria Zacharias, esposa de Assad não viu outra alternativa a não ser assumir a administração da rede.
Na época, ela era uma dona de casa e não tinha conhecimento sobre gestão de empresas.
Mesmo assim,Anna Maria se esforçou para levar a empresa em frente, apesar de mudanças no mercado de pneus, como a chegada dos produtos chineses e a entrada dos supermercados na revenda de pneus e serviços.

Em 2007, a rede, que chegou a ter 92 lojas no final dos anos 80, já vinha acumulando dívidas, mas algumas lojas continuavam rentáveis.
Naquele ano, Anna Maria, já à beira dos 70 anos, foi procurada por uma organização que se apresentou "como especialista em recuperação de empresas em dificuldades``.
A proposta feita à empresária, foi a de comprar todas as ações do grupo e fazer acordos para saldar a dívida. Anna Maria aceitou a oferta.
Pela proposta, oito prédios que pertenciam à Zapa Participações ( empresa do grupo que geria os imóveis das lojas Zacharias ), seriam vendidos para o pagamento das dívidas varejista.
Apenas três imóveis foram vendidos.
As dívidas, entretanto, não foram pagas, e todas as 18 lojas da rede que restavam abertas foram fechadas. Os funcionários não receberam suas indenizações e os principais fornecedores solicitaram a falência do grupo

Desde então, a empresária vem tentando na justiça um acordo.
Caso a recuperação judicial seja aprovada, serão vendidos os cinco imóveis da empresa,e reabertas algumas lojas.
O projeto de recuperação e licenciar a marca Zacharias, em todos os estados do Brasil.

segunda-feira, 24 de junho de 2013





LOCKHEED CONSTELLATION - PANAIR DO BRASIL 

O fechamento da Panair,em 1965 pelo governo Castello Branco, foi devido a ligações de elementos da ditadura militar com a VARIG, favorecida e beneficiada com o fim da Panair.
Ao contrário da Varig e da Vasp, que hoje dispõem de patrimônio líquido negativo, a Panair do Brasil tinha um acervo gigantesco que superava em muito o seu passivo, e isso ficou mais do que comprovado nos autos do processo falimentar. 

Ela era dona da Celma, uma avançada oficina de retificação de motores que é até hoje a maior da América Latina, e que atendia não apenas a Panair mas também outras empresas e a própria Força Aérea Brasileira.
Tinha hangares equipados com tecnologia de ponta, de nível comparável a países de 1º mundo, e uma rede de agências consulares instaladas nas mais importantes capitais européias.
Também era responsável por toda a infra-estrutura de telecomunicações aeronáuticas do país e por boa parte dos aeroportos do Norte/Nordeste, que foram construídos com recursos próprios.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013


INAUGURAÇÃO ( NOVO TRECHO ) VIA DUTRA. TWIN COACH COMETA      

A inauguração da Dutra foi marcada por uma fila de ônibus Twin Coach, importados dos Estados Unidos pela Viação Cometa S.A., que estreava seus serviços entre as duas cidades.
Como hoje, a ligação Rio – São Paulo já era o principal filão dos transportes interestaduais por ônibus.
A concorrência entre as empresas era acirrada. Para se diferenciar, as duas principais companhias que faziam a linha entre os anos de 1950 e 1960, adquiriam ônibus com itens de conforto, segurança e até de design não apresentados pela indústria nacional na época.  

Após importar os Twin Coach, a Cometa traria para o Brasil em 1954, os GMPD 4104, apelidados de Morubixaba. Apelido este para dar o ar de imponência, de um guerreiro nas estradas. A Expresso Brasileiro, por sua vez, para não ficar para trás, importa os Flxible, apelidados de Diplomata, em 1956.
A Expresso no entanto, foi prejudicada pela retenção na alfândega, por quase 3 anos, dos Diplomatas, o que fez com que ela sentisse um baque financeiro muito grande.
Há quem dizia na época, que os ônibus ficaram retidos, não por problemas no processo de importação, mas por influência política e econômica dos concorrentes.
Mesmo com a posterior liberação dos Diplomata, a Expresso passava por dificuldades. Foi um investimento muito alto para a compra sem o retorno imediato esperado. Ônibus parado é capital empatado, sinal de prejuízo.
Isso sem contar com os custos para recuperar os ônibus, que tiveram danos por ficarem muito tempo parados. 

O impacto foi tão grande que o espanhol Manoel Diegues vendeu a Expresso em 1966 para a família Romano, tradicional nas operações de transportes na Capital de São Paulo e ABC Paulista.
Mas antes da venda para os Romano, os Diplomata ganhavam a ligação Rio São Paulo.
A concorrência não se limitava às operações. Propagandas sobre o tempo de viagem e piadinhas comparando o desempenho entre os dois modelos eram inevitáveis.