sexta-feira, 21 de setembro de 2012



PÁTIO CONCESSIONÁRIA VW SABRICO

A história da Volkswagen no Brasil começa em São Paulo, num galpão alugado no bairro do Ipiranga, no dia 23 de março de 1953.
Com apenas 12 colaboradores, a empresa montava o Fusca; então chamado de Volkswagen Sedan.
Nos anos 50, destaca-se a produção da primeira Kombi com 50% peças nacionais. Outro marco histórico foi a inauguração da unidade Anchieta, em 18 de novembro 1959.

Na década de 60, a história da Volkswagen foi marcada por um crescimento acelerado e por lançamentos como o Karmann-Ghia (1962), a Variant (1969) e o TL (1970).
Nos anos 70, nascem a Brasília (1973), o SP1 e o SP2 (1975).
Ainda na década de 70, a Volkswagen do Brasil lançou o seu primeiro modelo com motor refrigerado a água e tração dianteira, o Passat (1974).
Em 1976, implantou a fábrica de Taubaté, com o propósito de fazer o Gol, no começo da década de 80.


O ano de 1987 foi marcado por uma forte queda do mercado automotivo. Visando reduzir os custos e melhor aproveitar os recursos disponíveis, a Volkswagen e a Ford uniram-se e criaram a Autolatina Brasil. A marca só dura até 1994, pois com a abertura da economia brasileira e aquecimento das vendas internas, a indústria vivia um novo cenário.
As duas marcas precisariam competir em todos os segmentos e, portanto, deveriam oferecer um portfólio de produtos individualizados e implantar estratégias comerciais independentes.


Em 1988, a marca produziu o primeiro carro nacional com injeção eletrônica de combustível e ignição digital com mapeamento eletrônico, o Gol GTI.
No mesmo ano a Volkswagen bateu um recorde de 237.323 fuscas vendidos. Número nunca mais superado.


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quarta-feira, 19 de setembro de 2012



FLXIBLE DIPLOMATA EXPRESSO BRASILEIRO
 
O Co. Flxible (originalmente o Sidecar Company flexível) foi fabricante de motos sidecar , carro funerário, ambulância e ônibus. Com sede nos Estados Unidos, foi fundada em 1913, e fechou em 1996.
 
Tudo começou em outubro de 1941. Enquanto a segunda guerra mundial se alastrava pela Europa, um espanhol chamado Manoel Diegues, que estava no Brasil havia alguns anos, decidiu criar uma nova empresa de transporte intermunicipal de passageiros entre o Rio de Janeiro e São Paulo, a qual chamou de EXPRESSO BRASILEIRO.
Atingindo na década de 50 seu auge de expansão, Embora bastante rigoroso, Diegues mantinha uma visão futurista e renovadora na hora de realizar novos negócios. Foi então que, na decisão mais ousada tomada até então para expandir seu empreendimento, ele adquiriu um lote de ônibus do mercado norte-americano do modelo Diplomata com chassi GM e carroceria Flxible na época, um dos mais modernos do mundo.
Com a arrojada iniciativa, pretendia ser líder por um bom tempo do trajeto entre Rio e São Paulo. No entanto o espanhol ficou com suas expectativas de renovação frustradas, pois a frota de Diplomatas ficou presa na alfândega assim que chegou ao País, e por lá ficando por aproximadamente 3 anos, o que ocasionou sérias dificuldades pela malfadada importação e optou por vender a transportadora.


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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

SEQUESTRO EMBAIXADOR SUIÇA. GIOVANNI BUCHER. ACIDENTE BUICK 1970

As organizações terroristas pretendiam “incendiar” o País na semana do primeiro aniversário da morte de Marighella (4 de novembro 1969).
Para isso, entre outras ações, programaram três sequestros simultâneos.
Um em São Paulo, outro no Rio de Janeiro e o terceiro no Nordeste. Seriam pedidos em troca dos sequestrados duzentos presos. Atuariam “em frente” formada pela VPR, ALN, MR-8, PCBR e MRT. O episódio da `´filial´´ Rio, foi a de maior repercussão.
No dia 7 de dezembro de 1970, na Rua Conde de Baependi, o embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, foi sequestrado pela VPR.

Às 8h45, o embaixador saiu em seu carro Buick, dirigido pelo motorista Ercílio Geraldo, tendo ao seu lado o agente da Polícia Federal Hélio Carvalho de Araújo, destacado para segurança do diplomata. Sozinho, no banco traseiro, o embaixador.
Após descer a ladeira do Parque Guinle, o carro do diplomata, que fazia o trajeto de sempre, entrou na Conde de Baependi.
O Aero Willys bege, dirigido por Alex Polari Alverga (Bartô), arrancou e bateu na frente esquerda do Buick. O motorista tentou desviar para a direita, mas foi surpreendido por um Volks azul, dirigido por Inês Etienne Romeu (Alda), que deu marcha à ré e bloqueou o carro do embaixador.
Enquanto isso acontecia, um Volks vermelho, dirigido por Maurício Guilherme da Silveira (Honório), deslocou-se para a retaguarda do carro sequestrado, onde parou e levantou o capô traseiro, simulando uma pane.
Nesse momento, Carlos Lamarca abriu a porta onde estava o segurança Hélio Carvalho de Araújo e deu-lhe dois tiros nas costas, que o atingiram na coluna e o levaram à morte no dia 10 de dezembro.


Enquanto retiravam o embaixador do seu carro, um colóquio surreal começou;

MILITANTE VPR - You will be well treated. (Você vai ser bem tratado).

EMBAIXADOR - Porrrraa !! Eu não sou americano, sou suíço! Não tenho nada com isso. Rapazes... vocês... certamente cometeram um engano!! (falava um português com leve sotaque).

MILITANTE VPR - É o senhor mesmo que queremos !! O Imperialismo ianque (USA ), já pagou quinze presos. O Japão cinco e Alemanha quarenta. ``Tá ´´na hora dos bancos suíços comprarem a vida ``dalguns companheiros´´ torturados. A Suíça é a quarta investidora na miséria do nosso povo !! `` vamo, vamo, vamo´´

Pouco depois do sequestro, os órgãos de segurança desencadearam um amplo esquema de busca ao grupo e ao diplomata, com ostensiva vigilância.
A ação policial praticamente paralisou a cidade naquele dia. A polícia bloqueou os pontos que considerou importantes e neles impôs o tráfego em fila indiana, revistando todos os veículos e seus passageiros, inclusive os transportes coletivos, cujos passageiros eram obrigados a desembarcar.
A libertação do embaixador foi condicionada à liberação de 70 presos políticos, exigência do grupo de sequestradores. A negociação perdurou mais de um mês.Ao contrário dos outros sequestros, o do embaixador suíço foi o mais dramático.
O governo demorou a atender as exigências e se recusou a libertar muitos prisioneiros que foram pedidos na primeira lista mandada pelos guerrilheiros. Após mandarem outra lista com mudança de alguns nomes, o governo militar cedeu às exigências e aceitou libertar os 70 presos políticos. 


Os presos deportados seguiram para o para o Chile na madrugada de 14 de janeiro de 1971.
Após 40 dias de cativeiro, o representante estrangeiro foi liberado no bairro da Penha.
Durante a soltura do embaixador suíço aconteceu algo inusitado. Ele seguiu as instruções dos guerrilheiros de pegar um táxi e ir até a casa de seu auxiliar mais próximo. De lá,ele foi de carro oficial até a sua casa onde os jornalistas já o aguardavam junto com um grupo de homens da repressão fortemente armados esperando o táxi com o diplomata.
De tanto esperarem um táxi ninguém notou a cara risonha do embaixador no vidro aberto da limusine, passando por eles, e entrando tranquilamente na casa. Os jornalistas e os policiais somente viram o embaixador quando ele, já de banho tomado, apareceu para entrevistas.
A tática para libertar presos políticos adotada por organizações da esquerda na guerrilha urbana do início dos anos 70, fez do embaixador suíço sua quarta vítima num período pouco maior que um ano.
Em resposta, o governo manteve fortíssima repreensão aos terroristas, promovendo inúmeras prisões e fazendo desse um dos períodos mais truculentos.

Pesquisa Texto - História Armada

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012


CAMICLETA - SHAZAN,XERIFE & CIA. 1972

Shazan, Xerife & Cia. foi um seriado infanto juvenil da Rede Globo, exibido entre 26 de outubro de 1972, e 1 de março de 1974.
Escrito por Walter Negrão e dirigido por Adriano Stuart, com a supervisão de Daniel Filho.
Era exibido inicialmente às quintas feiras, às 21 horas,e os episódios tinham 30 minutos de duração.
A "Camicleta" ( mistura de caminhão com bicicleta ), era utilizada pelos personagens Shazan (Paulo José) e Xerife (Flávio Migliaccio), como meio de transporte, e considerado um carro encantado.
A Camicleta, se tornou o sonho de consumo das crianças e adolescentes da época.
Entre os acessórios do veículo estavam uma foto de Santos Dumont; o guru da turma de inventores, e um funcional chuveiro. A "camicleta" era parte fundamental dos episódios, tendo personalidade e vida própria.

O seriado usava uma linguagem com elementos do circo e veiculando mensagens educativas. Os protagonistas eram a dupla de mecânicos atrapalhados ( Shazan & Xerife ) ,que percorriam o mundo a bordo da Camicleta,deparando com as mais inusitadas situações.
A dupla sempre procurava uma peça mágica que faria com que eles realizassem o grande sonho: construir uma bicicleta voadora,mas sempre acontecia algo, e Shazan & Xerife eram desviados do objeto mágico.

A “camicleta” foi reconstruída sobre um caminhão Chevrolet de 1958, e utilizado peças de vários carros. O modelo foi fabricado especialmente para o seriado.
O invento era inspirado no chamado “treme-treme”, o carrinho de circo que explode e leva crianças às gargalhadas enquanto as portas caem e o capô levanta vôo.


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quarta-feira, 12 de setembro de 2012


1° CARRO BRASIL - ALBERTO SANTOS DUMONT. 1891
Protagonista da história do automóvel no brasil, o “pai da aviação”, Alberto Santos Dumont,foi o primeiro proprietário de automóvel no Brasil.
Em 1891, ele trouxe um Peugeot, comprado por 1.200 francos, da França. Com apenas 18 anos de idade, Santos Dumont, o trouxe no navio Portugal.
Logo depois da chegada do primeiro automóvel, também começaram as preocupações com as normas de circulação desses veículos. Em 1903, o então prefeito da cidade de São Paulo, Antonio Prado, instituiu algumas leis para regulamentar o uso da novidade com rodas. Além das regras, Prado designou Álvaro Ramos como diretor de trânsito.

Prado começou a cobrar uma taxa de circulação, da mesma forma que era cobrado dos tílburis (veículos puxados a cavalo, utilizados como “carros de praça”, nossos atuais táxis ) carroças e outros meios de transportes da época.
Com a introdução dos automóveis, o número de tílburis foi decrescendo progressivamente. Em 1916, haviam 38 veículos desse tipo em circulação nas ruas centrais da cidade, e em 1917, somente 20. Sendo assim regulamentado o primeiro ``Acto nº 146, de 26 de fevereiro de 1903´´.

Reproduzo o texto, a partir do documento original ( fiel, mantendo inclusive a ortografia portuguesa utilizada no início do século XX ).

Acto nº 146, de 26 de fevereiro de 1903

Manda observar o regulamento sobre a circulação de automóveis. O Prefeito do Município de São Paulo, usando das atribuições que lhes são conferidas por lei, resolve que a circulação de automoveis nas ruas, praças, estradas e caminhos publicos, fique sujeita às disposições do seguinte:Regulamento

Art. 1º- Para que qualquer carro automovel possa transitar pelas ruas e estradas do Municipio, é necessario que o respectivo proprietario se ache de posse de um alvará de licença especial, concedido pela Prefeitura.

Art. 2º- A denominação de carro automovel, a que se refere o presente regulamento, comprehende todos os vehiculos munidos de motor mechanico, qualquer que seja a natureza deste.

Art. 3º- O requerimento dirigido ao Prefeito, para obtenção do alvará de licença, deverá mencionar o nome e o domicilio do proprietario, o nome do fabricante e o typo do vehiculo, assim como deverá especificar os limites do peso, da velocidade deste e da força do motor.

Art. 4º- Só será expedido o alvará de licença depois que fôr verificado:

& 1º - Que os reservatorios, tubos e outras peças destinadas a conter productos explosivos ou inflamaveis, se acham construidos de fórma a não permittir o escapamento de materia alguma, podendo produzir explosão ou incendio.

& 2º - Que os orgams de manobra se acham grupados de maneira tal que o conductor possa pôl-os em acção, sem deixar de observar o caminho a seguir.

& 3º - Que o vehiculo está construido de maneira a obedecer com firmeza o apparelho de direcção e a dar volta com facilidade nas curvas de pequeno raio. Os orgams de manobra de direcção devem offerecer todas as garantias de solidez. Os automoveis, cujo peso fôr superior a 250 Kilogrammas, devem ter dispositivos que lhes permittam recuar.

& 4º- Que o vehiculo se acha munido de dois systemas de travão distinctos, sufficientemente efficaz e de modo que cada um delles seja capaz de suprimir automaticamente a acção motora do motor ou de anullal-a. Um destes systemas, pelo menos, terá intervenção directa sobre ao rodas ou sobre corôas immediatamente solidarias com estas, sendo capaz de traval-as instantaneamente. Um destes systemas ou outra disposição especial permitirá fazer parar qualquer movimento de recúo. Quando o vehiculo seja de jogo motor deanteiro articulado (boggie), um dos dois travões á disposição do conductor, deverá ser applicado ás rodas do jogo posterior.

& 5º- Que, finalmente, todos os apparelhos se achem dispostos de maneira que o seu emprego não offereça nenhuma causa especial de perigo, não possa espantar animaes nem dar logar á formação de gazes e vapores incommodos.

Art. 5º- No alvará de licença mencionar-se-á o numero de matricula de cada automovel, que será appenso em taboleta ou pintado em caracteres visiveis na parte posterior do carro, sen o que não será permittido o transito de tal vehiculo.

Art. 6º- A ninguem é permittido conduzir automovel sem que se ache munido de uma carta de habilitação, concedida pela Prefeitura, depois do exame, no qual o peticionario mostre conhecer todos os orgams do apparelho e a fôrma de o manobrar, assim como possúa os requisitos necessarios de prudencia, sangue frio e visualidade.

& único. Esta carta e o alvará de licença deverão conservar-se sempre no automovel, de modo a serem exhibidos quando requisitados por qualquer agente de policia municipal.

Art. 7º- Quer os diversos orgams do apparelho motor, os apparelhos de segurança, os travões e os systemas de pol-os em acção, quer as transmissões do movimento e os eixos deverão estar sempre em perfeito estado. O conductor deverá verificar com frequencia o bom estado dos systemas de travão.

Art. 8º- O conductor do automovel deverá estar em condições de dispôr sempre da velocidade do vehiculo de fórma a moderal-a ou mesmo anullal-a, quando ella possa constituir uma causa de accidente, transtorno ou obstáculo á circulação. Nos logares estreitos, ou onde haja accumulação de pessoas a velocidade será a de um homem a passo. Em caso algum, poderá a velocidade ir além de 30 Kilometros por hora em campo raso, de 20 Kilometros nos pontos habitados e de 12 Kilometros nas ruas centraes da cidade, velocidades que deverão ser reduzidas sempre que isso se torne necessario, segundo o numero de pessoas nos vehiculos em transito.

Art. 9º- Os automoveis deverão trazer, á noite, na sua frente, duas lanternas, uma de luz branca e outra de luz verde. Devem tambem estar munidos de signaes sonoros, sufficientemente efficazes para indicar a sua approximação á distancia conveniente.

Art. 10º- É expressamente prohibido aos conductores de automoveis abandonal-os, antes de haverem tomado todas as precauções uteis para prevenir accidentes, qualquer marcha intempestiva e para supprimir qualquer ruido do motor.

Art. 11º- Além das prescripções do presente regulamento, ficam os automoveis e seus conductores sujeitos, em tudo que lhes seja applicavel, ás disposições do regulamento de viação.

Art. 12º- Aos conductores de automoveis poderão ser impostas multas de 20$000 (vinte mil réis) a 50$000 (cinquenta mil réis), segundo a gravidade da falta pela transgressão das presentes disposições.

Art. 13º- Fica marcado o prazo de trinta dias a contar desta data, para que os automoveis entrem no regimen deste regulamento.

Secretaria Geral da Prefeitura do Municipio de São Paulo, 26 de fevereiro de 1903.

O Prefeito, Antônio Prado
O Director, Alvaro Ramos
Pesquisa Texto - SãoPaulo Antiga Pesquisa Pública
                              Roberto Canole

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